51 anos de independência política de São Tomé e Príncipe: confira programação
A independência política de São Tomé e Príncipe, um dos países parceiros da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira – Unilab, será comemorada na universidade tanto nos campi do Ceará quanto da Bahia em eventos que vão de 9 a 13 de julho com extensa programação
de debates, celebrações e programações culturais e desportivas. O marco político oficial remete a 12 de julho de 1975, data que em 2026 completa 51 anos e cai num domingo, de tal modo que as organizações dos eventos escolheram a quinta-feira para dar início às atividades.
A celebração é idealizada pelas associações estudantis com suporte estrutural e financeiro da Unilab por meio do Projeto Independências, gerido pela Pró-reitoria de Extensão, Arte, Cultura e Desporto (Proex). No Ceará, existe a Associação de Estudantes São Tomenses – AESTP, com cerca de 50 membros, e no Campus dos Malês (BA) há o Núcleo de Estudantes São Tomenses, um grupo composto por 4 membros vinculado à Associação dos Estudantes Africanos do Campus dos Malês – ASEA.
As programações em cada estado acontecem de forma independente com temas singulares, porém, nesse ano, as duas associações partilham uma mesma identidade visual, que remete ao geografia insular da nação. No Ceará, o tema escolhido pela AESTP foi “Nossa História, Nossa Voz: 51 anos de Independência e o Despertar de uma Nação”; já na Bahia, o tema escolhido para organizar a festa é “Entre conquistas e desafios: 51 anos de História Nacional”
Você pode conferir a programação completa do Ceará aqui.
Você pode conferir a programação completa da Bahia aqui.
Programação no Ceará
Nesse ano, a programação do Ceará não começa com o hasteamento da bandeira, como de costume. O hasteamento ocorrerá apenas no dia 13 de julho, segunda-feira, no Campus da Liberdade. Do dia 09 ao dia 10, o evento contará com diversas mesas de debates no auditório do Campus da Liberdade composta por estudantes e docentes da Unilab, conversando sobre temas atuais tais como protagonismo juvenil, desconstrução da ideia de rivalidade feminina e a própria independência de São Tomé e Príncipe. Na noite da sexta-feira 10, uma noite cultural composta por diversos grupos e artistas da casa coroa a independência com música, poesia e teatro. No sábado 11, um torneio de futsal na quadra Matriz de Redenção traz a vibração do esporte para as comemorações durante todo o dia.
Programação na Bahia
Já a programação do Campus dos Malês inicia no dia 09 com degustação da deliciosa gastronomia santomense, no horário do almoço, na quadra do Campus. A partir das 14h as mesas institucionais e de debate dão prosseguimento ao evento, encerrando a quinta feira com corte do bolo, dança e música. A sexta-feira inicia com apresentações culturais de grupos como Tukina, Cabaz Grande e Kubaliwa e segue com uma mesa virtual exibida por meio do canal do OBE no YouTube. Sábado também é dia de Futsal, que ocorrerá na Quadra da Babilônia.
Palavra dos Presidentes
Baltazar Afonso Soares, estudante de enfermagem e presidente da AESTP há 10 meses, afirma que “a Independência de São Tomé e Príncipe é a data mais importante do nosso calendário nacional. Para nós, estudantes que estamos longe da nossa terra, celebrá-la é uma forma de reafirmar a nossa identidade, honrar aqueles que lutaram pela nossa liberdade e refletir sobre a nossa história, o presente e o futuro do país. É também uma maneira de fortalecer o sentimento de pertencimento e manter vivas as nossas raízes, mesmo longe de casa.” Para o presidente da AESTP, o marco de independência “não começou no dia 12 de julho de 1975 (…) a conquista da liberdade foi resultado de muitos anos de luta e resistência, protagonizada por homens, mulheres e jovens estudantes, em sintonia com os movimentos de libertação dos demais países africanos de língua oficial portuguesa”
Já a estudante santomense Larissa Major de Ceita Viegas cursa Relações Internacionais no Campus dos Malês (BA) e representante o Núcleo Santomense da ASEA. Ela afirma que o tema no evento na Bahia remete a “conquistas e desafios” para tensionar debates acerca de fluxos migratórios, instabilidade política e outras situações decisivas para moldar o país. Ela ressalta a importância da participação às mesas de debate, para entender também as diferenças que marcaram a independência de São Tomé e Príncipe ante mesmo às outras nações africanas.